Comissão de Anistia
A maioria dos processos continuam parados na comissão de anistia, os funcionários tercerizados foram demitidos, os novos continuam ainda aprendendo e os que já estão há muito tempo começaram a pedir aposentadoria, mas para fazer caravana de anistia todo mês tem, isto não falta julgador nem pessoal para analisar os processos.
Isto é o Brasil, que merecemos? como dizia o deputado Pepe Vargas do PT do parana os pedevista que se lixem, eles não tem mais condição de trabalhar mas eles tem pais, filhos, netos, parentes, amigos que são eleitores e espero que os pedevista do Paraná, não esqueçam o nome deste Deputado, nas proximas eleições. votei no PT, embora sendo de outro partido fiz campanha para votar na presidenta Dilma e o que o PT faz hoje com os militares que ainda tem processo najustiça e os anistiados? mas os movimentos começaram contra a corrupção, tomara que fiquem só nisto, pois eu não posso mais ficar calado, votei no PT, estou com processo na comissão de anistia mandei E-mail para todos os parlamentares a respeito do meu julgamento, porque todo dia um anistiando vai completando a idade e passa na frente dos outros, e a minha pior revolta porque o meu processo foi arquivado por erro da comissão de anistia, depois mandaram que eu fizesse um recurso e até hoje esta parado no setor de protocolo, e sempre que ligo não tem previsão de julgamento, eu mesmo fui atrás das minhas provas para anexar ao processo para se tornar mais celere, mas não adiantou nada, que os anistiando se explodam, principalmente se for militar, eles não querem nem saber o motivo.
atenciosamente
Cláudio Eugênio
2003.01.17064
11/10/2011 - 19:32h
Caravana da Anistia julga pedidos de reparação em Foz do Iguaçu
Brasília, 11/10/2011 (MJ) - A 52ª Caravana da Anistia vai apreciar sete pedidos de reparação por violações de direitos ocorridas no período de exceção (1946 a 1988). Será no dia 14 de outubro em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, onde ocorreram ações da Operação Condor, uma aliança político-repressiva entre vários regimes de exceção da América do Sul criada com o objetivo de coordenar a repressão a opositores e eliminar líderes de esquerda instalados nos seis países do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai).
A abertura da sessão de apreciação de pedidos de anistia, marcada para as 9 horas e 30 minutos, contará com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
No dia anterior à sessão de julgamentos está programado o seminário internacional Repressão e Memória Política no contexto do Cone-Sul, no campus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA). Tem participação de acadêmicos e atores governamentais da Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, bem como de convidados europeus. É uma oportunidade para contextualizar a repressão brasileira no âmbito regional.
Na avaliação do presidente da Comissão da Anistia, Paulo Abrão, é necessário conhecer as relações de colaboração que existiram entre as ditaduras do Cone Sul. Entre os convidados do evento está o paraguaio Martín Almada, que descobriu parte dos arquivos da Operação Condor em Assunção. A conferência de abertura da atividade será com o secretário executivo do Instituto de Políticas Públicas em Diretos Humanos do Mercosul, o argentino Victor Abramovich.
Cooperação
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o reitor da UNILA, Hélgio Trindade, assinarão um Acordo de Cooperação Técnica para a instalação na Universidade de um Observatório Regional da Justiça de Transição. A criação de observatórios tem o objetivo de garantir a discussão em perspectiva comparada das políticas adotadas pelos estados da região no enfrentamento a seus legados autoritários. Por sua localização e a quantidade de estudantes internacionais, a UNILA foi considerada parceira estratégica para a implementação deste programa.
Operação Condor
Durante os anos de repressão da região, diversos opositores políticos buscaram exílio nos países vizinhos, sendo então capturados, presos ou executados no exterior, ou levados de volta a seus países de origem de maneira ilegal. Um exemplo dessa situação é a vida de Maria Cristina Castro, uruguaia presa no Brasil em 1971, depois de deixar a família e uma filha em seu país por conta da repressão. Está previsto na programação do Seminário um depoimento de Cristina: “Eu fui separada da minha filha que teve que ficar com os avós e não conheceu seus outros irmãos. Fiquei 12 anos sem ver minha família e, ao voltar a morar no Brasil, segui sendo monitorada pela ABIN até 1988, por ser acusada de subversão e ligação com o Partido Comunista”, conta.
Além do depoimento de Cristina, o Seminário contará ainda com depoimentos de Aluízio Palmar, jornalista paranaense perseguido político que radicou-se em Foz do Iguaçu, e de Jan Rocha, cidadã inglesa que foi correspondente da BBC para a América Latina, cobrindo extensivamente a atuação da Operação Condor. Jan foi uma das fundadoras do grupo CLAMOR, que denunciava violações aos direitos humanos na Região.
Casos a serem julgados pela 52ª Caravana da Anistia
Luiz Carlos Campos: foi preso por diversas vezes em 1970 para averigações e teve mandado de prisão expedido em 1971.
Diva Ribeiro Lima: foi presa no local de trabalho em 1971.
Francisco Timbó de Souza: estudante fichado no DOPS acusa de participação ativa no movimento estudantil e nas greves sindicais.
Helio Urnau: estudante preso em 1968, foi posto em liberdade em 1970. Foi condenado a quatro anos de prisão.
Jocimar Souza Carvalho: filho de Joel José de Caravalho, desaparecido político desde 1974. Foi para o exílio com 9 meses de idade.
Joel José de Carvalho: preso em 1969 e banido do país em 1971 em troca do Embaixador da Suíça. Está desaparecido desde 1974.
Dolatina Nunes Monteiro: foi presa em 1970 junto com outros membros da VPR. Exilou-se na Argentina em 1973.
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